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Mulheres fundamentais na história da tecnologia

Mulheres fundamentais na história da tecnologia

Programando, desenvolvendo ou inovando, Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive, na tecnologia e computação. As mulheres sempre estiveram na área de tecnologia. Mesmo que as vezes não sejam reconhecidas por seus feitos, podem até ser pouco lembradas, mas jamais esquecidas. Então, confira as principais mulheres do passado, mas com grande influência no presente:

Ada Lovelace

Ada Lovelace - Mulheres na tecnologia

Começamos por Ada Lovelace, que é precursora na história da ciência da computação, da tecnologia. Em 1843, Augusta Ada King, a Condessa de Lovelace, traduzia textos do matemático italiano Luigi Menabrea sobre as ferramentas analíticas usadas pelo matemático inglês Charles Babbage. Esse trabalho resultou no primeiro algoritmo criado na história, muito antes da existência de máquinas para processá-lo. Trabalhou numa metodologia de cálculo de uma sequência de números de Bernoulli, sequências com operações incrivelmente complexas. Na época, ela não tinha o maquinário necessário para provar seus estudos. Desta forma seu algoritmo foi provado como correto anos depois de seu falecimento, quando chegaram os equipamentos necessários para verificar. Hoje, Ada Lovelace dá nome a um prêmio da Sociedade Britânica de Computação para trabalhos com que representem avanços nos sistemas de informação.

“As garotas do ENIAC”

Garotas Eniac - Mulheres na Tecnologia

Os primeiros computadores eram dependentes das pessoas e de aparatos mecânicos para funcionarem. Por isso, surgiram as “garotas do ENIAC”, seis mulheres na tecnologia que foram as primeiras “computors” da história da computação.Betty Holberton,  Kay Antonelli, Jean Bartik, MarlynMeltz,Frances Spence, Ruth Lichterman trabalharam em um dos primeiros supercomputadores, na Escola de Engenharia Moore, responsáveis pela configuração do ENIAC, ou seja, passando as instruções para realização de cálculos, lidavam com mais de três mil interruptores que ligavam um hardware de 80 toneladas, de forma manual. Mais do que operar o maquinário, criaram muitos protocolos utilizados até hoje, como o primeiro manual do ENIAC, com instruções de uso e melhores práticas, além de criarem o primeiro sistema informatizado para o censo dos EUA, inventaram o teclado numérico que facilitava a programação.

Irmã Mary Kenneth Keller

A primeira mulher com doutorado em ciências da computação, Keller se formou na Universidade Washington. Recebeu o diploma em 1965, mas desde 1958 já trabalhava com informática enquanto a indústria ainda estava nascendo. Contribuiu com na criação da linguagem de programação BASIC, que nasceu com fins didáticos e foi utilizada por décadas, até ser substituída (pela linguagem Pascal.) Ela sabia do potencial dos computadores como ferramenta educacional e aliado ao desenvolvimento humano, seja pelo acesso à informação ou como suporte na sala de aula. Sempre trabalhou na área do ensino, chegando a fundar um departamento de ciências da computação na Universidade Clarke, onde permaneceu até seu falecimento em 1985. Keller escreveu quatro livros sobre computação e programação. O Centro de Ciências da Computação da universidade onde atuou por 20 anos e uma bolsa de estudos na área levam o seu nome.

Jean Sammet

Segunda mulher a obter um PhD em ciências da computação (três anos depois da Irmã Keller), Sammet criou uma das primeiras linguagens de computação existentes, FORMAC, usada no final dos anos 60 pela IBM, para manipular fórmulas matemáticas e auxiliar em cálculos complexos. Antes de se tornar doutora tinha duas formações em matemática com seus conhecimentos em informática, trabalhou durante 27 anos na IBM. Sammet contribuiu na criação do COBOL e também foi presidente da ACM -Associação para Maquinaria de Computação, uma iniciativa para o uso da informática em projetos científicos e educacionais.

Grace Hopper

Foi a primeira mulher a se formar na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com PhD em matemática, além de ser a primeira almirante da marinha americana. Na tecnologia, foi uma das criadoras da linguagem COBOL. Popularizou o termo “bug” para indicar falhas nos software, resolveu um problema no processamento dos dados ao tirar uma mariposa dentro de um computador, fazendo um “debugging” para resolver problemas de funcionamento. (história não confirmada)  Além do COBOL, Grace Hopper também criou outras linguagens de programação para o primeiro computador comercial fabricado nos EUA, UNIVAC.

Karen Sparck Jones

Com influência até hoje, pelo seu trabalho focado em processamento de linguagem, Jones foi uma das criadoras do conceito de “inverso da frequência em documentos”. A base dos sistemas de busca e localização de conteúdo utilizados pelo Google e outras empresas. Esse sistema de recuperação de informações separa muito rapidamente os dados num grupo de documentos. A busca é realizada pelos termos mais frequentes nos textos, cruzando-os com um sistema de filtragem e gerando a relevância em vários temas. Os estudos de Jones foram feitos no laboratório de computação da Universidade de Cambridge, onde ela trabalhou por 30 anos, se aposentando em 2002.

Carol Shaw

Primeira na indústria dos jogos, sendo uma das funcionárias da Atari, depois na Activision e teve participação no desenvolvimento de games como River Raid.“engenheira de software para microprocessadores”, trabalhava também nos sistemas do console, com apenas 128 bytes de memória RAM. Ainda assim criou o primeiro sistema de geração procedural de conteúdo, de forma que uma fase sempre era diferente da outra. Deste modo os oponentes e objetos do cenário apareciam de forma randômica. Também atou em games clássicos como 3D TicTac Toe, Super Breakout e HappyTrails.Se aposentou em 1990 e mora na Califórnia, realizando trabalho voluntário.

Roberta Williams

Roberta Williams é uma dessas mulheres na tecnologia, junto com seu marido, fundaram a On-Line Systems, que mais tarde se tornaria a Sierra, um dos grandes nomes da indústria de jogos eletrônicos. Williams participou do desenvolvimento de jogos como King’s Quest, Phantasmagoria, Half-Life e Counter-Strike.Ela começou a se interessar pelos games quando conheceu a Adventure, jogo de aventura baseado em texto. Com isso, ela viu o potencial da interface dos games e começou a desenvolver com seu marido, o  MisteryHouse.A empresa cresceu, e em 2000, foi comprada pela Vivendi, que se uniu à Activision para criar uma das maiores empresas de jogos. Em 2008, a Sierra deixou de existir, voltou em 2014 e permanece até hoje. Esse retorno garantiu a Roberta um prêmio honorário na cerimônia do The Game Awards de 2014. Portanto, ela e seu marido foram considerados “ícones da indústria” e anunciaram o reboot de King’s Quest.

Radia Perlman

Radia Perlman é considerada a mãe da internet. Designer de software e engenheira de redes, e responsável pela criação do protocolo STP (Spanning Tree Protocol), melhorando a performance dos sistemas conectados ao evitar os loops de dados.O protocolo STP permite que os dados saibam qual o caminho mais rápido para chegar ao destino, e em caso de problemas, permite mensurar qual é o segundo melhor caminho, e assim por diante. E ainda atuou no ensino de programação e arquiteturas de redes para crianças, e ajudou a criar o TORTIS, uma linguagem robótica com fins também educacionais. Criou diversos protocolos de segurança de rede e é dona de mais de 50 patentes sobre tecnologias de conexão, ainda hoje é considerada como uma das principais mulheres na tecnologia.

Frances Allen

A primeira mulher a ganhar o Turing Award. Trabalhou por 45 anos na IBM, participando dos avanços da computação e na chegada das máquinas às casas das pessoas. Criadora das principais bases de sistemas de otimização de código e paralelização, para que softwares avançados rodem melhor nos computadores mais fracos. Seu conhecimento em programação a fez criar um dos primeiros sistemas de segurança da NSA, a agência de segurança nacional do governo americano. Seus trabalhos no setor de inteligência nunca foram conhecidos por questões de sigilo. No entanto, garantiram a Allen uma grande influência no estado da segurança da informação atual.

É notório a presença de mulheres na tecnologia desde sempre, cabe a nós meninas nos fazermos presentes e participativas dentro deste universo. Se você é mulher aproveite e deixe seu comentário dizendo “Eu sou uma mulher na tecnologia”.

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